segunda-feira, 17 de junho de 2019

Sacramentos: Santa Ceia



            Os sacramentos são sinais e/ou selos que representam o pacto da graça que Deus mesmo instituiu em sua Palavra para representar a Cristo e os seus benefícios referentes à salvação e servem para distinguir entre os que professam a fé e os que rejeitam a fé salvadora.
            Como igreja reformada calvinista nós entendemos biblicamente que há apenas e tão somente dois sacramentos:[1] o batismo, que não se repete e a ceia que é realizada ao menos uma vez por mês e estendida a todos os membros da igreja que já tenham professado publicamente sua fé. Nesta aula abordaremos apenas a ceia em formato de perguntas e respostas conforme o catecismo.
O que é Santa Ceia?
É o sacramento no qual, dando-se e recebendo-se pão e vinho, conforme a instituição efetuada por Jesus Cristo, em sua última refeição com seus discípulos, e através dela se anuncia a sua morte, e aqueles que participam dignamente tornam-se não de maneira corporal e carnal, mas pela fé, participantes do seu corpo e do seu sangue, com todas suas bênçãos para o seu alimento espiritual e crescimento em graça (cf. I Co 11.23-26).
O que é Eucaristia?
É uma palavra que significa “ação de graças”. Lembrando o ato de Jesus quando instituiu a Ceia e “tendo dado graças” (cf. Mt 26.27; Lc 22.19).
O que significam o pão e o vinho?
O pão e o vinho simbolizam o corpo e o sangue de Jesus e em momento algum se transformam em carne e sangue fisicamente falando. Assim como os grãos de trigo precisam serem quebrados e moídos para se poder fazer o pão, o corpo de Jesus foi quebrado, abatido, debilitado (cf. Is 53.5); e o sangue dele foi derramado sobre a terra como uma benção para os que creem e maldição para os que rejeitam (cf. Mt 26.28 – remissão de pecados ou perdão, cancelamento da dívida; I Co 11.29 (condenação).
Por que o pão é partido?
 Foi o ato de fragmentar o pão ázimo logo após a ação de graças (Mt 26.26; Atos 2.42 (no partir do pão); 20.7).
O que significa a palavra Ceia?
Do grego “deipnon” traduzida “ceia”, significa banquete, refeição principal e abundante. Por isso em I Co 11.20-21, Paulo censura aquela igreja por se utilizarem do momento da Ceia para fazerem banquetes, no sentido material e não espiritual. É muito fácil confundir as coisas espirituais com as materiais (Mc 14.22-23).
A expressão “santa ceia” é bíblica?
Não. Somente a palavra Ceia. O adjetivo “santa” é por causa do sentido original da palavra que significa “separado” em relação aos elementos pão e vinho que são separados para um fim especifico (I Co 10.16) e que expressão nossa comunhão com Cristo, pois para isso o Espírito Santo nos “separou” do mundo.
Os que ainda não se submeteram ao batismo e fizeram a pública profissão de fé podem participar da Ceia?
Não. Uma vez que ainda não tenha a convicção necessária para se submeter ao batismo e fazer a profissão de fé, assumindo sua posição no Corpo de Cristo (representado na Igreja), não são dignos (privilegiados) em participar da Ceia, da qual somente devem usufruir aqueles que participam do Corpo de Cristo (cf. I Co 10.16-17 (participantes); 11.29 e Mt 7.6).
Quais são os Propósitos da Ceia?
1)    Comunhão com Deus
2)    Comunhão com os irmãos (os que professam a mesma fé)
3)    Ensinar a necessidade da morte de Jesus Cristo a cada participante ao comer do pão e tomar do cálice.
4)    Testemunho, pois na Ceia proclamamos que somente através do sacrifício de Jesus Cristo se alcança o perdão dos pecados e a reconciliação com Deus.
5)    Somos confrontados com o imensurável amor sacrificial de Jesus em nosso favor e renovados em nossa consagração a Ele.
6)    Somos estimulados para a Volta de Jesus.
7)    Oportunidade de realizarmos um autoexame e nos arrependermos abandonando tudo e qualquer coisa que possa estar impedindo a nossa plena comunhão com Cristo e com a Igreja (Lc 22.22; I Jo 1.6-9). Evitando permanecer no pecado e ser amaldiçoado (I Co 11.30).
Podemos ficar sem tomar a Ceia? Quando? Por quê?

Não. O autoexame deve ser sincero e acompanhado de arrependimento e confissão do pecado, e a certeza de que Jesus nos perdoa e nos torna dignos de Sua Mesa.












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[1] A Igreja Católica Romana ensina que há sete sacramentos: batismo, ceia, confirmação, penitência, o matrimônio, a ordenanças e a extrema unção.

terça-feira, 11 de junho de 2019

José Ministro de Estado

José Governou o Egito por 80 anos

Referências Bíblicas: Gn 39.1-4; 41-54
Texto Central: Pv 22.29
Devocional: Sl 89.1-19

Introdução
            A situação que o mundo atual atravessa. Basta dar uma ligeira olhada nos jornais, ver os noticiários na televisão ou ouvir no rádio. As guerras em todo o mundo revelam as preocupações que os governantes tem em encontrar soluções para a salvação da sociedade humana. Em seu desespero as pessoas buscam um líder que possa governar o mundo – seja um deus ou o diabo. Em tudo isso, vemos os homens se debatendo em meio a ideias e ideais políticos, e surgem correntes liberais, conservadoras, monarquistas, anarquistas, enquanto a sociedade vai se debatendo num mar de corrupção, a mercê de sentimentos ambiciosos de muitos líderes políticos.

Estudo da Lição
I – O Grande Segredo: Comunhão Com Deus
As nações mais desenvolvidas econômica, politica e social do globo, são aquelas que foram — colonizadas ou que se formaram através de um povo conhecedor da BÍBLIA e que vivia em comunhão com Deus. Lamentamos que hoje muitas dessas nações estejam em decadência moral porque deixaram a comunhão com Deus e por isso também estão sofrendo problemas políticos, econômicos sociais e se envolvendo constantemente em convulsões internas e externas.
Acompanhando os passos da vida de José vemos um homem que vivia com DEUS, tinha comunhão tal que dela nasceu-lhe o perfeito conhecimento das necessidades do povo egípcio e os meios para superar uma violenta crise de fome (Gn 39.3 – 40.8-41.39). O resultado consequentemente é que veio a se constituir no maior estadista de todos os tempos da antiguidade; Ministro da Fazenda e Agricultura (cf. Gn 4.48, 54, 57 e Gn 41.34-35). Israel enquanto manteve comunhão com Deus experimentou resultados excelentes.
II – A Base Fundamental: Respeito Integral
            A exposição feita por José perante o Faraó (Gn 41.29-37) se constitui em lei reguladora para o benefício do povo egípcio. José cumpriu rigorosamente tudo o que Deus lhe revelou e foi exposto ao Faraó. A sua obediência a Deus proporcionou como consequência a “salvação de sua própria linhagem”. Produzir leis novas de nada valem se não se obedecem às que já estão vigorando.
III – Um Governo Justo: Tolerância e Humanidade
            A atitude de José, elevado ao alto cargo de ministro de Estado e homem de confiança do Faraó, era de tolerância e humanidade. Poderia ter-se aproveitado do seu poder e tirado partido para si e seu povo, poderia ter-se vingado da mulher de Potifar, poderia vingar-se de seus irmãos. Ao contrario, fez um governo tolerante e humano. Humanitário (Gn 47) e Tolerante (Gn 45.4-5). Promoveu o bem estar do povo e da casa do Faraó, tornando o Faraó o senhor absoluto das terras do Egito, comprando com trigo, o gado, as terras e o povo para seu Senhor.

Aplicações
Em diferentes épocas de crise no mundo, muitos homens de Deus se notabilizaram pelas suas ações em benefício da sociedade. Elias (profeta), Moisés (legislador), Samuel (juiz) Davi (rei), Daniel (estadista), homens que a semelhança de Jose tinham uma característica comum (comunhão com Deus)
Quem conhece a historia da humanidade, verificará que foram os crentes que deram aos povos a civilização e o progresso atuais. Basta ver a historia da Inglaterra, França, Holan­da, Suécia, Suíça, Noruega, Estados Unidos e verifica­remos a marca prodigiosa do evangelho na formação desses - povos. Exemplo: A confissão de Westminster e a Inglaterra. Os crentes são um povo que sempre se empenhou pelo progresso e a paz.
Nilo Peçanha, que exerceu a presidência da republica de 14/6 1909 a 15/11/l910, que assumiu com a morte de Afonso Pena, proferindo uma conferência em Manaus disse: Não precisamos reformar as nossas leis; precisamos reformar os homens. O apostolo Paulo em ROMANOS 12.2 nos exorta a nos transformarmos “pela renovação do nosso entendimento". Só espiritualmente transformados e reformados poderemos assumir as atitudes que Jose assumiu (Respeito integral e irrestrito as nossas leis). Nós crentes possuímos aquela força que nos torna capazes de assumir uma atitude de absoluto respeito as leis humanas, naturais e divinas. Essa força reside na confiança e no temor a Deus. Por isso temos obrigação de assumir nossa posição frente aos problemas nacionais e lutar por aquilo que é justo e aceitável a Deus.
Jesus nos ensinou a forma correta do nosso relacionamento com nosso próximo, mostrando o contraste entre o enunciado da lei e da graça "Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho, dente por dente’. EU PORÉM VOS DIGO: "que não resistais ao mal mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe a outra, e ao que quiser pleitear contigo e tirar-te o vestido, larga-lhe também a capa, e se qualquer te obrigar a caminhar 1 milha vai..." Em Mateus 18.21-22, Pedro, pergunta-lhe ate quantas vezes devemos perdoar nosso irmão (sete?)- Não mas 70X7, o que significa inúmeras vezes ou "sempre". Oramos sempre: PERDOA ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS. Está certo? temos perdoado mesmo? O que é o perdão? ver Mateus 18.15-17 ou 5.22-24. Vemos pelas palavras de Jesus como somos intolerantes com nosso próximo e com nossos irmãos. Jesus não ensinou intolerância nem ódio, mas amor, perdão. A intolerância não e divina. José provou como se pode ser tolerante, como praticar o amor e salvar uma nação. Somos um povo apto a realizar uma grande obra de restauração no Brasil e no mundo. Como discípulos de Jesus não podemos permitir formas de governo que tolham a liberdade do indivíduo.

Perguntas de Reflexão
A) 0 crente deve ser candidato a cargo político? porque? (Mateus 5.13-14)
B) Devemos nos afastar da política, com receio de nos corrompermos? Não; Por que? Só o evangelho transforma o caráter, coisa que regime nenhum faz.
C) A liberdade é prejudicial ou benéfica a nação? De uma forma ou de outra é benéfica pois podemos combater o erro pelo nosso testemunho.
D) É possível um governo de espírito tolerante e de sentimento de humanidade como o de José? Hoje em dia é difícil, mas assim como Deus foi com José é possível.



             


Sacramentos: Santa Ceia

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